Como lidar com a síndrome do ninho vazio quando os filhos saem de casa
10/06/2020 • 14h45min
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Como lidar com a síndrome do ninho vazio quando os filhos saem de casa
10/06/2020 • 14h45min
A independência dos filhos pode criar sentimentos de perda e depressão. Acesse, entenda por que isso acontece e saiba como lidar.
O que você vai ver neste artigo:
Famílias com filhos mais velhos devem passar por isso uma hora ou outra. Os filhos acabam se tornando independentes, acham sua cara metade e os planos os levam a construir sua própria família, saindo da casa dos pais. Em alguns casos, isso acontece até mais cedo, com filhos que vão estudar/trabalhar em outras cidades.
Muitos pais podem ver isso de forma positiva e ficarem orgulhosos de sua criação. Mas outros podem ter dificuldade para lidar com os filhos longe de casa. É o que chamamos de síndrome do ninho vazio.
Neste post, vamos te ajudar a entender o que caracteriza esse tipo de crise, os principais sintomas que podem ocorrer, e como lidar com essa sensação.
É um quadro de depressão que ocorre em pais com a partida dos filhos de casa. Claro que os pais querem que os filhos amadureçam e construam sua própria trajetória, mas quando os filhos mudam de casa, os pais podem se sentir sem função e sem perspectivas.
É algo bem diferente da saudade que todo mundo sente quando alguém querido está mais longe. A síndrome do ninho vazio é um quadro que apresenta sinais de sofrimento, depressão e até dores sintomáticas nos pais.
Os motivos são os mais variados, mas todos giram em torno da falta de perspectiva causada pela ausência dos filhos. Eles percebem que perderam a função que sempre exerceram na criação deles, e pior: pode ser que eles tenham imaginado estar sempre ao lado dos filhos exercendo este papel. Por isso, a ausência é uma perda.
Também acontece pela sensação de solidão que a ausência dos filhos pode gerar. Os pais “perdem” a companhia diária que tinham até então, e se veem em um cenário novo, sem saber lidar muito bem com isso.
Não é incomum que até casamentos acabem durante uma síndrome do ninho vazio. Afinal, – famílias que tinham planos que englobavam a participação dos filhos ficam sem rumo e isso pode gerar conflito entre os casais.
São poucos os estudos psiquiátricos sobre esta síndrome – um deles é da doutora Adriana Sartori, que conclui que vários fatores podem desencadear esses sintomas e isso pode estar ligado até mesmo à cultura de um país. No caso do Brasil, por exemplo, os laços familiares são extremamente valorizados.
Pais com esse tipo de síndrome costumam apresentar depressão, baixa autoestima, distúrbios do sono, melancolia, distúrbios alimentares, diminuição da libido, raiva, dentre outros. Tudo pode iniciar com uma leve tristeza que vai se agravando ao longo dos dias.
E a síndrome pode acontecer tanto com mulheres quanto com homens. Pode ser que associemos esse problema mais às mães, mas é uma questão que pode afligir os pais também. O homem que vê seus filhos seguirem seus caminhos sem necessitarem de “sua ajuda” pode se sentir impotente e sem função.
Pode ser que essa síndrome apareça pontualmente e depois desapareça, dependendo de como os pais conseguem reagir. Mas pode se prolongar dependendo do quadro depressivo e até mesmo da associação com a menopausa e andropausa, abalando emocionalmente os pais.
Embora a separação entre pais e filhos seja previsível, é difícil que todos estejam prontos para ela. A primeira medida que você precisa tomar é procurar um apoio psicológico e a participação de todos os envolvidos no tratamento.
Lidar com essa síndrome passa, especialmente, por definir novos rumos e atividades em sua vida. Será necessário encarar essa como uma fase de transição e revisão da sua vida, que beneficia a todos da sua família.
É uma ótima hora para você (sozinho ou como casal) retomar planos mais pessoais e viver uma vida mais tranquila. Pode ser a hora de viajar mais, de cuidar mais de si, de aprender coisas novas e praticar um esporte.
Também vai ajudar muito pensar essa situação de forma positiva. A maturidade e independência dos filhos é um sinal de que você cumpriu sua missão de criá-los e torná-los pessoas independentes. É o famoso mantra popular: “a gente cria filhos para o mundo, e não para nós mesmos”.
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