Antifragilidade: uma habilidade que vai além da resiliência
29/09/2021 • 10h00min
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Antifragilidade: uma habilidade que vai além da resiliência
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O conceito abrange as coisas e ideias que não só se beneficiam do caos, mas que precisam do caos para sobreviver. Entenda tudo neste post!
O que você vai ver neste artigo:
Você já ouviu falar em antifragilidade? Este novo conceito abrange as coisas e ideias que não só se beneficiam do caos, mas que precisam do caos para sobreviver. Isso soa estranho para você? Talvez seja mais comum do que você imagina.
Apesar de percebermos, instintivamente, muitas coisas na vida que se beneficiam do nervosismo, da desordem e da agitação, nós não racionalizamos como algo a se buscar. Afinal, é comum pensar em fugir do caos, e não ir ao encontro dele.
Neste post explicamos como surgiu o conceito antifrágil e como ele se diferencia da resiliência, além de trazer exemplos de aplicação. Confira!
Antifragilidade é um conceito que ressalta a capacidade de evoluir diante de situações adversas. Não é sobre se manter forte ou resiliente. Ao invés de resistir e esperar a calmaria, o antifrágil vai além e evolui com os impactos.
Diferente da resiliência, que traz a ideia de resistência e integridade, o antifrágil não só se beneficia da desordem, como busca e prospera diante das incertezas, do acaso e dos agentes estressores.
Desta forma, a incerteza se apresenta como algo desejável e necessário, pois somente assim o antifrágil consegue crescer.
É um conceito que pode ser aplicado em várias áreas da vida, como na educação, saúde financeira, empreendedorismo, entre outros.
O conceito de antifragilidade surgiu no livro “Antifrágil: Coisas que se beneficiam com o caos “, de Nassim Nicholas Taleb. O autor discorre sobre a necessidade das incertezas e adversidades para transpor e evoluir. Muitas pessoas esperam passar pelas instabilidades da vida e permanecer “ilesas”. O antifrágil busca o oposto.
A obra engloba análises sobre inovações e melhorias feitas a partir de tentativa e erro, decisões que podem mudar uma vida inteira, guerra, finanças pessoais, política, planejamento urbano, sistemas econômicos e medicina.
O que Taleb identificou como antifrágil é a categoria de coisas que não apenas se beneficiam do caos, mas que precisam dele para sobreviver e crescer.
A palavra resiliência vem do latim “resilire”, que significa “voltar atrás”. Segundo os dicionários, o termo veio da física para designar a propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.
No sentido figurado, resiliência se tornou um adjetivo para expressar a capacidade que uma pessoa tem de superar problemas, enfrentar crises, traumas, perdas e desafios com serenidade e flexibilidade para não se deixar afetar.
O resiliente apenas resiste aos impactos, permanecendo ileso. Já o antifrágil evolui diante dos acontecimentos e não tem expectativa de voltar à “forma original”.
Segundo Nassim Nicholas Taleb, o antifrágil deseja o estresse e a desordem, pois esses fatores têm o poder de afetar e aprimorar. É como se o antifrágil usasse os aparentes danos como matéria-prima para evoluir.
Enquanto o resiliente espera passar pelas adversidades da melhor forma possível, evitando atrito, com a expectativa de sair daquela situação sem mudanças, o antifrágil almeja o conflito para transformar-se.
A teoria da evolução dos seres vivos, de Charles Darwin, mostrou que a evolução só acontece em ambientes inconstantes. Toda vez que acontece alguma dificuldade, a evolução obriga a vida a se adaptar para que ela se encaixe bem naquele novo ambiente.
Segundo Taleb, as falhas são importantes porque funcionam como método de tentativa e erro. A cada tentativa e erro o sistema se fortalece.
Para que um sistema seja antifrágil, a maioria de suas partes precisa ser frágil. É assim que funciona a economia, por exemplo.
Para entender melhor, pense em um restaurante com diversos concorrentes. A competição é o que pode ser considerado frágil para os negócios daquele estabelecimento, mas para o sistema como um todo isso é bom, pois estimula preços menores para os clientes, melhora na qualidade dos pratos, entre outros.
Imagine um copo de vidro caindo no chão e se despedaçando. O copo irá quebrar, por isso ele é frágil. Agora, imagine uma pedra ao cair de uma altura pequena. Ela não sofrerá nenhuma alteração, porque ela é robusta.
O antifrágil é um passo além do frágil e do robusto, pois, além de resistir ao choque, como a pedra, ele se torna mais forte e melhor do que ele era antes do choque.
As coisas frágeis não toleram muitas agressões e se rompem com facilidade. E você deve estar se perguntando: quem tolera agressão? A agressão é o que o escritor Taleb chama de estressores.
Vamos a alguns exemplos!
Vamos supor que você queira aumentar a sua força muscular e, então, começa a levantar pesos na academia. O que você está fazendo? Nada mais do que agredindo os músculos. Quanto mais agressões eles sofrem, mais fortes ficam. O nosso corpo é um bom exemplo de sistema antifrágil.
Outro exemplo é o que as pessoas faziam na Grécia antiga. Elas tomavam pequenas doses de veneno para que seus organismos ficassem mais resistentes e tolerantes no caso de uma tentativa de assassinato por envenenamento.
Os imprevistos não devem ser vistos como ruins ou arriscados, pelo contrário, devem ser encarados como oportunidades e ferramentas de aprimoramento.
Um aventureiro, por exemplo, pode ser considerado antifrágil, ao contrário de um turista. Isso porque o turista costuma programar todo passeio e qualquer coisa que saia do roteiro, como um atraso no ônibus, pode arruinar a sua experiência. Já o aventureiro é antifrágil porque qualquer contratempo que ocorra pode ser uma oportunidade para descobrir experiências novas que não estavam nos guias e roteiros.
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